sábado, 14 de novembro de 2015

Dextros Cães

Azrael teutónico revoluteia

tem arames nos olhos

frenéticas batem as mil asas
medonhas são as suas quatro faces
seguem-no dextros cães
ladram, uivam, sentem o cheiro fresco do sangue.

balem os anhos, submissos, rendidos, predestinados.

na noite medonha ouço um coro em uníssono:
morituri te salutant, morituri te salutant, morituri te salutant...

a noite é medonha, medonha é a luz,
mais medonhas são as trevas

e os dextros cães ladram e uivam

e os anhos, submissos, cantam: morsu canun per dextram...

Azrael teutónico eleva a gadanha

na noite medonha ouço um coro em uníssono:
morituri te salutant, morituri te salutant, morituri te salutant...

em súbito alarme vejo-nos sós por dentro da noite

a noite é medonha, medonha é a luz,
mais medonhas são as trevas

Azrael teutónico revoluteia,

em súbito alarme vejo-nos sós por dentro do sono.

é proibido acordar.

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